Neurociência ajuda a explicar e a combater o medo na liderança

Por Flávia Furlan Nunes - InfoMoney

Na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, um grupo de estudiosos tem usado a neurociência para ajudar na construção de uma liderança destemida.

Em palestra durante congresso da Sociedade Brasileira de Coaching, que aconteceu na terça-feira (10), o professor assistente da Escola de Medicina de Harvard e membro do NeuroBusiness Group, Srini Pillay, disse que o objetivo do grupo é entender a mente humana para descobrir qual o comportamento das pessoas no mundo dos negócios, inclusive daquelas que ocupam altos cargos.

"O antigo estilo de liderança tinha ligação com a hierarquia dominante. A nova liderança tem a ver com o sentir", explicou. "Se nós ignorarmos as emoções, estamos ignorando um insumo do pensamento que leva à ação".

O cérebro

De acordo com ele, o cérebro é constituído pelo subcórtex - que pode ser chamado de cérebro primitivo por responder pelos instintos humanos e pelos sentimentos - e pelo córtex - denominado novo cérebro e que diz respeito ao pensamento.

Os neurocientistas e neurologistas estão descobrindo cada vez mais que o sentimento é uma parte crucial da inteligência e, por isso, o subcórtex tem ganhado cada vez mais destaque. Com o intuito de entender a liderança, o grupo de Harvard se volta para a amígdala, presente no subcórtex, que é chamada por Pillay como o "cão de guarda do cérebro".

É nela que são registrados os medos das pessoas e, como a amígdala tem ligações nervosas com outras partes do cérebro, como o lobo frontal, que é responsável pela atenção, avaliação de risco e as tomadas de decisões, conclui-se que o medo consciente e inconsciente pode interferir na ação e, consequentemente, na produtividade dos líderes.

 
"O medo pode interromper o pensamento quando você o sente ou o causa. O medo inconsciente também afeta a amígdala. Como analisá-lo? Você pode usar o nível de ansiedade: se for alto, o cérebro pensante não está funcionando adequadamente", orientou Pillay.

Vencendo o medo

 
Segundo ele explicou, os líderes vivem cercados de medo: de demissão, recessão e da falha, só para citar alguns como exemplo, e o caminho para lidar com ele é criar um contexto para emoções positivas. "A amígdala 'late' assim que há algum sinal de medo. Se quiser usá-la para reverter a situação, traga uma emoção positiva bastante forte", aconselhou Pillay.

Confira abaixo outras orientações para administrar os medos por meio da neurociência:
  • Reoriente seu pensamento para o curto prazo;
  • Seja explícito sobre riscos e recompensas, para não dar liberdade ao cérebro tirar conclusões inconscientemente;
  • Reformule os objetivos atuais, impondo ideias positivas, recompensas e sucessos. "Ao transmitir essas informações para o córtex pré-frontal, a amígdala criará um ambiente mais propício ao cérebro, ajudando em vez de frustar.

10 coisas para aplicar hoje e ser um executivo melhor

Por Pablo Aversa, outubro 20, 2009


Listadas abaixo estão 10 coisas que você pode fazer e podem transformá-lo num executivo melhor. Escolha uma. Aplique hoje. Selecione outra para amanhã. Em 2 semanas você será um executivo melhor.

1. Selecione os melhores
Como executivo, você é tão bom quanto os integrantes do seu time. Ofereça a si mesmo melhores chances de alcançar sucesso selecionando os melhores, sempre.

2. Seja um incentivador
Nós humanos fazemos coisas porque queremos. Algumas vezes fazemos coisas porque as consequências de não querer fazer algo são desagradáveis. Entretanto, a maior parte do tempo queremos fazer coisas pelo que conquistamos através delas.
Não é diferente no trabalho: as pessoas fazem um bom trabalho ou pelo salário, ou pelo prestígio, ou pelo reconhecimento. Fazem um mau trabalho porque querem moleza (e ainda assim receber no final do mes). Trabalham duro porque querem impressionar alguém… Portanto, para melhor motivar sua equipe, descubra o que eles querem e como você pode lhes dar isso por fazer o que você quer que eles façam.

3. Desenvolva o Espírito de Equipe
Não é o suficiente que as pessoas estejam motivadas para alcançar sucesso no trabalho. Elas precisam trabalhar juntas em equipe para atingir o objetivo do grupo. Afinal de contas, se queremos apenas que todos façam o que tem que ser feito, não precisamos de você como gerente para moldá-los num time de alta-performance, certo?

4. Seja um líder, não apenas um gerente
Você montou o melhor time possível a partir das melhores pessoas disponíveis. Você os motivou a dar o melhor que eles já ofereceram. O que falta? Incentivar um time de nada vale a não ser que você proporcione direção, a não ser que você transforme essa motivação numa meta a ser conquistada e lidere a equipe em direção a ela. É a habilidade de liderar os demais que realmente separa um gerente de seus pares. Lembre-se que líderes são encontrados em todos os níveis da organização, portanto seja um deles.

5. Melhore como comunicador
Comunicação pode ser a única habilidade mais importante de um gerente. Afinal de contas todas as demais dependem dela. Você não pode ser um líder se não consegue comunicar sua visão. Você não pode motivar pessoas se elas não entendem o que você quer. Habilidades de comunicação pode ser aprimoradas atraves da prática.

6. Seja melhor na gestão de recursos
Para permancer num negócio, a empresa precisa dar resultados. Isso significa trazer dinheiro para dentro e significa gastar menos do que você traz. Dependendo de sua função na companhia, você pode ter mais influência numa área ou outra, mas você precisa entender ambos significados. Você pode ajudar sua organização, seus funcionários e a si mesmo melhorando suas habilidades em gerir os recursos da empresa.
Não se sinta desconfortável com os números ou pelo fato de se tratar de matemática (arghhh). Comece a aprender mais sobre gestão financeira.

7. Seja melhor em administração de tempo
A única coisa que no trabalho você possivelmente terá menos do que dinheiro é tempo. Quanto melhor você ficar em gestão de tempo – o seu e o dos outros - mais efetivo você será como gerente.

8. Aprimore-se
Não permita que o intenso foco sobre sua equipe faça você se esquecer de si próprio. Identifique as áreas nas quais você tem oportunidades e aprimore-as. O simples fato de você estar lendo este post mostra que você entendeu o conceito. Você precisa agora colocá-lo em prática.

9. Aplique ética na gestão
Escândalos do tipo Enron internalizaram definitivamente a questão do quanto é importante a ética no mundo corporativo.

10. Dê um tempo
Você será um executivo menos efetivo se estiver estressado. Você fica menos tolerante. Você fala rispidamente com as pessoas. Ninguém quer ficar perto de você. Dê um tempo. Se dê uma chance de relaxar e recarregar as baterias. Sua produtividade mais alta ao retornar vai mais do que compensar o tempo que utilizou para uma escapadela. Dê boas gargalhadas ou descanse em alguma praia.

No final das contas…
Gestão é uma habilidade que pode ser aprendida. Você pode melhorar como executivo dedicando-se todo dia a ser melhor. Marque esta página como uma de suas favoritas e volte todos os dias durante as proximas 2 semanas. Se você selecionar um tema a cada dia e trabalhar para aprimorar-se nesta área, você será um executivo melhor antes mesmo de se dar conta. E os outros também vão notar isso. E se quiser ir mesmo a fundo, pense na possibilidade de contratar um coach executivo.

QUAL É SUA PREMISSA?

Por Paulo Ricardo Mubarack

Por onde deve começar o planejamento estratégico de uma empresa? Normalmente, MBAs, livros e consultores recomendam que comece pela identidade organizacional (definição de Missão, Visão e Valores) ou pela determinação das metas para o próximo ano. Depois vêm a análise SWOT (forças, fraquezas, oportunidades e ameaças), fatores críticos de sucesso, desenho de cenários, simulações de receita e de despesas, elaboração de planos de ação (projetos, investimentos), análise de riscos etc. Tudo estaria muito correto se não faltasse o que sempre falta: a avaliação rigorosa e criteriosa das pessoas, do time que vai fazer tudo isto acontecer. Por onde deve começar o planejamento estratégico, portanto? Deve iniciar pela avaliação do time que temos ou que não temos. A estratégia precisa ser adequada ao time. Ou então a estratégia precisa de um novo time, mas a equipe deverá ser sempre o ponto de partida. Nunca vi alguém recomendando isto, a não ser Jim Collins no célebre livro Feitas para Durar, quando escreve: “...primeiro defina o Who, depois determine o What”. Primeiro, quem. Depois, o que fazer.


Muitas vezes, as empresas reúnem uma equipe sem a condição técnica necessária para planejar. O que fazer então, senhor empresário? Antes de planejar, capacitar sua equipe ou contratar outros, solução normalmente muito difícil e pouco prudente. Capacitar também é difícil e pode render frutos apenas no médio e longo prazos. Contratar excelentes consultores no seu negócio ou simplesmente gente do mercado que possa ajudá-lo e misturá-los com sua equipe interna parece ser a melhor saída. Poucos utilizam esta saída. Aliás, muitos nem consideram qualquer solução. Planejam as melhores técnicas com profissionais que podem não ter preparo para executá-las. Não é coerente.


Planejamento não é um jogo de adivinhação ou uma sessão de palpites. Definitivamente, o brainstorming é ferramenta ultrapassada de amadores. Profissionais modernos utilizam ciência, ou seja, dados, fatos, evidências, análise. Quando o planejamento é deficiente, tudo o mais é deficiente. Li uma entrevista do Lula (28/10) sobre a criminalidade no Rio. Disse o presidente: “o problema (o crime) é difícil, senão já teriam resolvido...bandidos são pessoas anormais, pegam em armas e se movimentam muito, o que torna a situação muito complicada para pessoas normais como nós, que não pegam em armas. Mas vamos resolver”. Ao ler a entrevista, lembrei-me de alguns gestores que conheço: eles sempre conceituam tudo novamente, afirmam que é difícil mas que vão resolver. E o tempo passa sem que os resultados cheguem. Que bandidos são assim, Pedro Álvares Cabral já sabia. Que a situação é difícil, Monteiro Lobato já havia avisado. Que metas são difíceis de alcançar, qualquer idiota sabe. Não precisamos no planejamento (ou nas entrevistas do presidente) desta conversa fiada. Precisamos da solução. Mas por que uns e outros praticam a conversa boba? A resposta é muito simples: porque não sabem a solução e porque precisam dizer algo. Enfiaram um microfone na boca do presidente e ele tinha que dizer algo. Colocaram o gerente dentro da sala de planejamento, ele tinha que dizer algo. Seria cômico, não fosse trágico. O método de planejamento estratégico não vai funcionar se for utilizado por pessoas sem preparo. Uma Ferrari não anda direito pilotada por um carroceiro. Algo mais ou menos assim.


Começar o planejamento pelos donos com ajuda externa e avaliação da equipe. Preparar a solução para cobrir as deficiências da equipe. Somente depois, usar SWOT, definir Visão etc. Não é à toa que a maioria dos planejamentos estratégicos não passa de uma piada.


Paulo Ricardo Mubarack (consultor de gestão)

6º Fórum Nacional de Benchmarking em Gerenciamento de Projetos

As inscrições para o 6º Fórum Nacional de Benchmarking em Gerenciamento de Projetos já estão liberadas.


O 6º Fórum Nacional de Benchmarking em Gerenciamento de Projetos é um evento único em toda a América Latina e propicia aos seus participantes um verdadeiro ambiente de benchmarking, onde experiências de sucesso serão discutidas e analisadas, servindo de ponto de partida para novas iniciativas empresariais.

Ao participar do evento, além de saber em primeira mão os resultados do Estudo de Benchmarking em GP 2009, você assistirá a apresentações de duas empresas que se destacaram no estudo, uma palestra internacional com o Dr.Brian Hobbs, um dos maiores pesquisadores e autoridade no mundo sobre o tema gerenciamento de projetos, PMO e gestão de portfólio e uma mesa-redonda com o tema: O valor do GP e no que vale investir a partir de agora.?

Nesta edição, você também poderá participar de cursos de especialização inéditos nas áreas de Comunicação, Portfolio e Riscos.

Para visitar o site do evento, acesse www.optionbrasil.com.br/evento/benchmarking_2009

REMODELANDO A LIDERANÇA

Adaptação de conceitos de liderança às técnicas atuais de gestão


Por Sergio Laranja Sá Corrêa

 A grande questão


Existe atualmente, por parte dos líderes de equipes, uma grande carência de conhecimentos voltados às técnicas de gestão de pessoas, aliada à ausência de uma visão abrangente e adequada às técnicas e aos conceitos atuais sobre a gestão de pessoas. Esta carência poderia ser minimizada com uma combinação de ações voltadas à formação dos líderes e colaboradores da empresa, e à conscientização e ao aumento da motivação e da qualidade.


A grande questão é: podemos superar as dificuldades enfrentadas pelos líderes de equipes durante a adequação das técnicas tradicionais às modernas técnicas de gestão de pessoas no intuito de aumentar a produtividade e a satisfação de seus colaboradores?

A importância do autoconhecimento


Em primeiro lugar, para que possamos superar qualquer dificuldade, é necessário que conheçamos a realidade da organização, e para isso, temos que levar em consideração:


• A importância de se observar e registrar, com rigor científico, a forma com que os atuais líderes de equipes lidam com a nova forma de gerir pessoas;


• A necessidade constante de se trabalhar com equipes das quais se espera uma altíssima produtividade com o menor custo e com o maior nível de satisfação possível;


• A necessidade de um estudo mais aprofundado que busque a realidade atual e sirva para embasar a reformulação dos treinamentos sobre liderança de equipes, adaptando-os para a formação de líderes alinhados com a nova realidade da gestão de pessoas e mais capacitados a lidar com as constantes mudanças de paradigmas da gestão humana;


• A necessidade existente de esclarecer qual será a melhor estratégia para possibilitar uma adaptação, por parte dos atuais gestores e líderes, aos novos conceitos de liderança participativa, no menor tempo e com o menor impacto possível nos atuais modelos hierárquicos das empresas em questão.


A observação destes pontos servirá de alicerce para uma transição segura entre a liderança tradicional, muitas vezes conservadora, e a liderança participativa, onde o líder se coloca dentro da equipe, compartilhando as decisões, o poder e a responsabilidade pelo sucesso ou fracasso dos objetivos do time.

Um pouco de pesquisa


CHIAVENATO (2005) afirma que a maneira como as pessoas são administradas dentro da empresa irá, ou não, possibilitar a mudança organizacional e permitir o deslocamento gradativo da administração tradicional para uma gestão moderna e participativa. Enxerga que a presidência da empresa reparte com cada executivo de seu staff a responsabilidade direta de lidar com as pessoas da empresa, seguindo as políticas e diretrizes emanadas pelo RH. Discute também a natureza integradora da liderança e o novo papel das equipes focalizadas nos resultados do grupo e no novo papel das pessoas como geradoras de resultados, agregadoras de valor e responsáveis pela melhoria do trabalho. Mostra um painel que integra líder e equipe no sentido de obter o melhor resultado possível para todas as partes interessadas. Podem-se utilizar esses conceitos no sentido de fornecer ao líder uma visão de como se aproximar de seus liderados e como pode incentivar essa integração.


HELLER (2004) sugere que, para obter êxito face à mudança contínua, é essencial que as organizações sejam capazes de mudar, adaptando-se aos novos desafios. Classifica as mudanças em inovadoras ou estratégicas, físicas ou comportamentais e sustenta que a maioria dos gerentes consegue planejar e executar as mudanças físicas com mais facilidade do que as mudanças comportamentais. Baseado nisso, o líder pode aumentar suas chances de sucesso em uma mudança através de uma avaliação minuciosa de sua estratégia. O tema “mudança” é enxergado de forma nebulosa em sua concepção e de forma tortuosa em sua vivência pela maioria das pessoas, e o que deve ser trabalhado no espírito do líder é o aumento de sua consciência em relação ao ambiente e momento da mudança, e o aumento da sua proatividade no momento de ser um agente motivador das mudanças que tenham como objetivo a melhoria dos processos que circundam o grupo. Somente com o exercício dessa postura do líder é que a equipe passa a lidar bem com as mudanças, acomodando-as naturalmente em seu dia-a-dia.


MOSCOVICI (2004) demonstra que o papel do líder muda com o tempo e que além de monitorar e dirigir a equipe, o líder passa também a gerenciar a interação entre o grupo e as outras partes da empresa. O líder bem-sucedido, em sua visão, acredita que não pode alcançar os objetivos do grupo sem a contribuição de todos os membros da equipe. Conhece suas limitações e compartilha as decisões, clarificando a missão da equipe e reforçando conceitos como engajamento e autoconfiança. Ainda, desestimula comportamentos que possam levar o grupo a uma posição de isolamento, e estimula comportamentos integradores dentro da equipe e entre a equipe e o ambiente externo, fugindo do conceito de “ilha” no ambiente de trabalho.

Conclusão


O motivo de se focar na capacitação de gestores, atualizando-os com os conceitos e técnicas atuais é que, hoje em dia, nas organizações, os executivos estão se afastando das funções administrativas tradicionais para adotarem uma postura de "liderança renovadora", dinamizando a organização por causa de uma nova maneira de lidar com as pessoas. A distância entre o executivo e seus subordinados vem diminuindo muito, a ponto de eles estarem trabalhando muitas vezes lado a lado com a equipe.


A tendência atual, é que a partir da capacitação em alguns conceitos considerados básicos na gestão de pessoas, os gestores se transformem em verdadeiros líderes e impulsionem as pessoas, tornando o trabalho uma agradável experiência de troca, crescimento e inovação. Com isso, o trabalho se transformará, deixando de ser uma atividade individual e isolada para ser uma experiência de equipe, proporcionando mais entusiasmo, dinamismo e criatividade. Liderança e equipe são hoje em dia a grande preocupação das empresas e o entendimento pleno da abrangência destes conceitos podem fazer muita diferença na busca de competitividade no mercado.


O gestor moderno deve abrir os olhos, abandonar antigos conceitos e abraçar novas causas. Somente assim conseguirá seguir novos caminhos e enxergar novas oportunidades, fazer coisas que parecem impossíveis sem uma avaliação isenta de conceitos antigos e pensamentos “engessados”. Hoje, exige-se que o gestor seja mais dinâmico, tenha mais visão, consiga superar problemas que até então não existiam. Para isso, deve estar aberto a novas idéias e tentar novas soluções; deve ser um inovador, pois seu sucesso depende diretamente de sua competência em lidar com os novos paradigmas da gestão.


E o sucesso da empresa depende diretamente destes gestores, que definem estratégias, fixam metas e objetivos e delegam decisões e ações para que sua equipe possa fazer o melhor trabalho possível. A competência em lidar com as pessoas também é um fator primordial de sucesso hoje em dia. E isso só se consegue substituindo a antiga mentalidade autocrática e impositiva por uma mentalidade mais aberta que proporciona um estilo de gestão democrático, participativo e incentivador, capaz de transformar o capital humano da empresa em mais um fator de competitividade empresarial e de excelência organizacional.


Hoje as empresas ainda tentam se adaptar às transformações que aconteceram com o avanço das comunicações e da tecnologia. Antigamente, como os ambientes eram mais estáveis e as mudanças eram poucas, os padrões rígidos e as regras fixas eram suficientes para a administração de uma empresa. Hoje vivemos um ambiente instável e cheio de mudanças, que ocorrem mais rapidamente e com mais intensidade, com maior concorrência entre as empresas por causa da globalização. A abertura dos mercados e o aumento da competitividade levaram as empresas a repensarem o seu modelo de gestão.


O papel do gestor hoje não é somente o de planejar, organizar, dirigir e controlar. Hoje a preocupação está em descobrir um meio de envolver os colaboradores e criar um modelo de gestão que gere valor e aumente a produtividade e a competitividade da empresa. Neste ponto, o fator motivacional é o grande foco, e é nessa linha que o gestor moderno tem de pensar, motivando, fazendo com que o empregado perceba o quanto ele é importante como fator gerador de valor para a empresa e tome consciência de como deve agir, dentro da equipe, para cada vez mais evoluir como pessoa e como colaborador da empresa, aumentando seu valor individual e contribuindo cada vez mais para a empresa.


Por este motivo, a capacitação do gestor é fundamental e tem o propósito de direcionar as ações que levarão a empresa a formar líderes com condições de enfrentar as exigências atuais do mercado; líderes ousados, capacitados, motivados e principalmente remodelados.


Referências


• ARCHIBALD, Russell e PRADO, Darci. Pesquisa sobre Maturidade em Gerenciamento de Projetos. Disponível em: http://www.maturityresearch.com. Acesso em: 01 mar. 2008.
• CHIAVENATO, Idalberto. Gerenciando com as pessoas: transformando o executivo em um excelente gestor de pessoas: um guia para o executivo aprender a lidar com sua equipe de trabalho – Rio de Janeiro: Elsevier, 2005.
• HELLER, Robert. Guia do gerente completo [tradução Bázan Tecnologia e Lingüística] – São Paulo: Futura, 2004.
• LESSA, Elvina Maciel. Equipes de alto desempenho: a tipologia de Jung nas organizações – São Paulo: Vetor, 2003.
• MOSCOVICI, Fela. Equipes dão certo: a multiplicação do talento humano – Rio de Janeiro: José Olympio, 2004.
• CARVALHAL, Eugenio do. Negociação e administração de conflitos – Rio de Janeiro: Editora FGV, 2006.
• WANDERLEY, José Augusto. Negociação total: encontrando soluções, vencendo resistências, obtendo resultados – São Paulo: Editora Gente, 1998.


O QUE FAZER COM O FRACASSO

Por Paulo Ricardo Mubarack

O que fazer quando “caímos do cavalo”? Levantar e tentar acertar novamente. Só isto! Não basta ficar mentalizando o sucesso e lendo livros idiotas de auto-ajuda. Não funciona buscar as causas nos outros, ter autopiedade ou comportar-se como eterna vítima. Ser covarde e se esconder ou somente chorar não ajuda em nada. Levantar, entender porque erramos e tentar mais mil vezes se necessário. Nunca desistir. As pessoas muitas vezes nem tentam porque têm pavor do fracasso. Ficam paralisadas diante do medo de errar. Medo todos temos, o que nos diferencia é a capacidade de dominá-lo. Uma analista de uma empresa me contou que um consultor perguntou sua idade e quando ouviu que ela tinha 30 anos, disse: “... você nunca será gerente. Quem não foi promovido a gerente até esta idade, não o será jamais”. Um sujeito realmente burro e idiota este consultor! Roberto Marinho começou a construir um império quando já tinha 60 anos de idade. Conheço um empresário que hoje tem setenta anos e iniciou sua empresa de 300 milhões de reais por ano aos 64! O conselho que dei a esta jovem profissional? Esqueça o idiota, um idiota é invencível! Você venceria o Einstein em uma discussão se tivesse razão, mas você nunca vencerá um idiota. E, atenção: afaste-se dos idiotas, eles podem encontrá-la em um dia carente e você pode acreditar em um deles, desorientando-se por muito tempo.


O fracasso deve funcionar como um combustível para a vitória. Cada vez que você tenta e não consegue, você fica mais perto do jeito certo de fazer. Evidentemente, não basta apenas tentar sem o devido PREPARO. O que nos dá PAZ DE ESPÍRITO na derrota é a certeza de que nos preparamos o máximo possível para a vitória. Quando terminamos a preparação e vamos para a luta, já não temos o controle total da situação. Então, é hora de relaxar e de tentar, sem pensar na possibilidade do erro. Se perdermos, pode ser porque não somos bons o suficiente ou porque encontramos competidores muito melhores do que nós. A única causa que não poderia estar presente em nossa derrota é a falta de preparo. Insisto neste ponto porque nada é tão poderoso na vida profissional quanto o suor, a quantidade de horas de estudo e de trabalho. É preciso TRABALHAR muitas horas. Quando alguém me diz que fracassou porque não teve tempo para isto ou para aquilo, recomendo que esta pessoa durma menos. Ninguém é vitorioso apenas cumprindo oito horas de trabalho por dia. O fracasso pode ser evitado com muitas horas de trabalho e de estudo à noite e nos finais de semana. Não conheço qualquer pessoa vitoriosa que não tenha sacrificado centenas de sábados e de domingos e horas de descanso após às seis da tarde. Não devemos, portanto, pensar na possibilidade do fracasso, devemos manter o foco na PREPARAÇÃO. Os vitoriosos experimentam fracassos, vitórias e preparação. Os preguiçosos e perdedores apenas experimentam o medo.


Paulo Ricardo Mubarack (consultor de gestão, qualidade, administração de pessoas, rh, iso9001 e autor do livro empresas nuas)
(51) 8182-7112
mubarack@terra.com.br
www.mubarack.com.br

Criando um bom ambiente de trabalho

por flaviosteffens (Agileway)

Existe uma fórmula secreta para criar um bom ambiente de trabalho, alinhado principalmente aos modelos mais modernos de gestão (tais como o próprio agile)?

Obviamente que não, porém podemos observar algumas características recomendadas que as melhores empresas estão utilizando para obter uma melhor produtividade e inovação. Aqui estão listadas algumas delas tiradas de bibliografias e sugeridas por mim mesmo. Pesquisas apontam que a geração Y e posterior (que eu denomino de Z) já estão dando um valor cada vez maior ao ambiente de trabalho na hora de escolher uma empresa. Organizações reconhecidamente inovadoras, tais como o Google, 3M, General Eletric e tantas outras, possuem modelos de organização interna que são normalmente copiadas mundo a fora.

Por outro lado, ainda existem empresas que continuam adotando o modelo serventil de gestão, lá do início da Revolução Industrial. Estas estão fadadas à extinção se não reverem suas posições nos próximos anos (ou você acha que estou exagerando?).

Um bom ambiente de trabalho é aquele onde os funcionários têm liberdade para desempenhar suas funções da melhor forma possível. Isso não é anarquia muito menos utopia, como alguns pensam. É a realidade da era do conhecimento em que vivemos.

Mas quais são estas práticas? Abaixo, algumas sugestões:

Exercitar o bom humor. Ainda há espaço para empresas sissudas e sérias demais? O bom humor é a fonte do bem estar de qualquer funcionário. Pessoas só produzem e raciocinam bem, quando estão de bem com elas mesmas. Um ambiente descontraído, onde as essências e as interações são valorizadas, serão sempre mais produtivos. Um chefe que jamais dá um “bom dia” a seus funcionários ou que nunca sorriu na vida fará com que seus funcionários vivam num terror desnecessário.

Focar na valorização da eficiência. Nenhuma empresa sobrevive se possuir uma equipe mediocre. Um bom processo de seleção, com competências bem definidas e, principalmente, atitudes bem avaliadas, fará com que a empresa possua uma equipe de alta performance, que terá grandes chances de inovar mais do que o normal.

Valorizar erros. Isso pode parecer estranho, mas errar é bom. Um funcionário quando erra, aprende. E mais do que isso: dissemina o aprendizado (se o ambiente for propício, lógico). Tratar um erro como algo terrível e passível de críticas, causará dois efeitos em sua empresa: comodismo e medo. Quem terá coragem de correr riscos sabendo que se errar, será praticamente linchado?

Respeitar a diversidade. O mundo em que vivemos é de uma diversidade complexa. Grupos sociais, raciais e outros nichos surgem quase que anualmente. Uma empresa jamais será composta por pessoas de um perfil igual. Portanto é preciso respeitar a diversidade. E isso significa entender como cada pessoa funciona melhor e garantir que todos tenham o mesmo tratamento, mas com as variações que sejam mais adequadas. Por exemplo, um bom funcionário que não é comunicativo jamais deve assumir responsabilidades que exijam esta competência.

Praticar o reconhecimento. Não basta trazer os melhores cérebros para sua empresa. É preciso reconhecê-los sempre que fizerem algo que mereça tal distinção. Nenhuma pessoa se sentirá encorajada a pensar “out of the box” se souber que não receberá nenhuma distinção dos demais. Algumas empresas modernas levam ao pé da letra o termo “intra-empreendedorismo”: quando alguma pessoa cria um serviço inovador, ele LUCRA junto com a empresa com este serviço.

Feedback constante, sempre. Jamais esqueça que cada pessoa da sua empresa precisa de um feedback efetivo e constante. O ser humano é inseguro por natureza. Por melhor que seja um funcionário, ele sempre estará inseguro se está realizando um bom trabalho e, principalmente, se está alinhado com a empresa. O bom feedback é aquele dado na hora certa. Seja ele uma crítica construtiva ou um elogio.

Ouvir é sempre melhor do que falar. Bem alinhado com o feedback, está o processo de ouvir. A empresa que não escuta os seus funcionários trabalha em um processo de didatura, onde a voz do “empregado” nunca tem vez. Grandes idéias nascem dos funcionários, sua empresa não crescerá jamais sem eles. Logo, ouça o que eles tem a dizer. E, no caso do feedback, os líderes NUNCA devem esquecer de estarem cientes do que seus liderados pensam, seja sobre processos, pessoas, tecnologias e afins.

Envolver as pessoas. Todos nós trabalhamos para sermos parte de algo importante na vida. As empresas que conseguem envolver seus funcionários a ponto de que todos acreditem e, usando aquele termo antigo, “vistam a camiseta”, são aquelas que inovam mais e que tem seus funcionários mais felizes. Esta tarefa não é fácil. Não basta fazer seus funcionários decorarem “Missão/Visão” da sua empresa. É preciso ter certeza de que todos estejam essencialmente fiéis aos seus valores.

Realizar o sonho de cada funcionário. Este está bem atrelado ao envolvimento das pessoas. Para engajar seus funcionários, é necessário “dar” algo em troca. Que tal realizar o sonho de cada um de seus funcionários? E isto não fica apenas no âmbito profissional, mas pode ser algo pessoal também. Pense em um caso típico: um marceneiro que trabalha em uma empresa e é remunerado. Mas passa o dia falando mal dos colegas, do chefe, de mau humor. Ao sair dali, vai para uma escola de samba trabalhar a noite toda, sem remuneração, mas trabalha feliz e produz o dobro da sua capacidade na empresa. Por quê? Pois a escola de samba dá a oportunidade dele fazer parte de algo grande e de realizar o seu sonho.

Pensar na responsabilidade social. Você sabia que os jovens estão cada vez mais valorizando a responsabilidade social das empresas? Faça parte disso engajando seus funcionários em ações pelo bem da sociedade. Ser ecológico ou social é um benefício a todos. Todos mesmo.

Capacitar constantemente seus funcionários. O mundo da tecnologia, principalmente, é muito dinâmico. Uma empresa de qualidade é aquela que está sempre inovando em tecnologias diversas – principalmente aquelas que facilitam a produção. Sua empresa só se beneficiará se você apostar na capacitação de seus funcionários. Um curso pode custar caro, mas pense nos benefícios de alguém disseminando e replicando o conhecimento dentro da sua empresa. Ah, e não deixe isso apenas no âmbito da tecnologia. Capacitações para melhoria da comunicação, gestão e afins são tão importantes quanto os operacionais.

Ser transparente sempre. Não existe nada pior para uma empresa do que os funcionários descobrirem as coisas por meios não-oficiais. Por pior que seja a notícia, não tenha medo de expôr à sua equipe. Uma demissão, por exemplo, pode ser muito menos traumática se você der a notícia antes e procurar auxiliar seu funcionário a fazer a transição de uma forma benéfica para a empresa e para ele próprio (quem sabe uma indicação de outra empresa, por exemplo?). Cozinhar seu funcionário por semanas, tirando responsabilidades aos poucos, é ferir a auto-estima de qualquer um.

Criar e incentivar a colaboração. O conhecimento é poderoso quando compartilhado na sua empresa. Em tecnologia, por exemplo, uma das práticas mais utilizadas em Extreme Programming (XP) é a programação em par. Embora pareça trazer uma redução de produtividade, a programação em par é normalmente elogiadíssima pelos funcionários, por facilitar a discussão das idéias e a qualidade do resultado final. As empresas mais eficientes são aquelas onde as pessoas colaboram umas com as outras. Cabe aos líderes garantir que essa colaboração funcione de forma orgânica. E, principalmente, buscar eliminar obstáculos que atuem contra a colaboração.

Jamais podar novas ideias. Um pensamento comum em empresas comuns é: o que funcionou até agora, não precisa ser mexido. Esse é um dos maiores erros de gestão, pois vai exatamente contra a inovação. Seus funcionários constantemente virão com novas ideias, conceitos e paradigmas. Valorize isso! Um funcionário que traz novas ideias demonstra que está engajado em buscar melhorar a empresa. Um corte mal-feito pode desencorajar qualquer atitude inovadora em sua equipe.

Não parar, nunca. Existem dezenas de outras maneiras de criar um bom ambiente de trabalho. Procurei destacar algumas que são bastante simples de serem aplicadas. Não ache que aplicando meia dúzia delas você estará com uma empresa feliz. Seja inovador sempre, com seus funcionários. Cresça financeiramente e de forma sustentável com os seus maiores ativos.

Se você perceber, 99,9% de qualquer sugestão de melhoria de ambiente de trabalho estará ligada às pessoas. Se sua empresa não atuar de forma a focar em seus funcionários, de nada adiantará.

E se você ainda acha que isso tudo é uma utopia, que funciona bem no Google mas nunca na sua, reveja seus valores. Ainda dá tempo de evoluir de pensamento.

Gestão de talentos é preocupação secundária em pequenas e médias empresas

Por Karin Sato - InfoMoney

Ainda é pequena, no Brasil, a preocupação de pequenas e médias empresas com o tema gestão de pessoas, revelou uma pesquisa promovida pela ABRH-Nacional (Associação Brasileira de Recursos Humanos), durante o congresso de gestão de pessoas CONARH.Entre os congressistas que pagaram para assistir as palestras sobre gestão de pessoas, a maioria (52%) trabalha no setor privado, 71% ocupam cargos de gestão, 88% atuam no departamento de Recursos Humanos e 65% trabalham em empresas com mais de 500 empregados.Diferencial competitivoDe acordo com o presidente da ABRH-Nacional, Ralph Arcanjo Chelotti, estes dados revelam que as grandes empresas já perceberam a importância das pessoas para o desenvolvimento satisfatório dos negócios, inclusive sendo um diferencial competitivo, uma mensagem que ainda não contagiou de modo significativo as pequenas e médias empresas."Mais de 90% das cerca de 6 milhões de empresas no Brasil são pequenas e médias e de administração familiar, que costumam ter metodologias de gestão de pessoas diretamente associadas aos modos como os donos das empresas enxergam essa questão. Isso é preocupante, pois é sabido que o Brasil tem uma cultura autocrática", lamenta.Modelos primitivos de gestãoPara o presidente da ABRH-Nacional, embora se acredite que a valorização das pessoas é um movimento que já toma conta das empresas, esta não é verdadeiramente uma realidade, pois a maioria delas, principalmente as pequenas e médias, tem modelos de gestão de pessoas ainda primitivos.

Cem Regras para Gerenciamento Projetos (da Nasa)

Por Luís Afonso Assumpção - Portugal

Antes de começar a falar em metodologias de gerenciamento de projetos, tais como PMI, gostaria de lembrar que a ciência de projetos é, antes de tudo, o estudo de sua prática, uma praxiologia.
Porque "gerenciar projetos" é um assunto que só se pode conhecer a fundo FAZENDO.
E só pelo estudo de sua 'praxis' é que se pode mapear quais os fatores mais comuns para levá-los ao sucesso. Mas esta lista não é determinística.

Isso significa que um projeto de sucesso pode ou não ser obtido através da dedicada aplicação dos métodos mais conhecidos.
Sempre existe um indeterminismo ligado à sua implementação. Nisso a ciência de projetos se assemelha à economia - também ela uma outra ciência baseada no estudo das práticas já adotadas.

Neste sentido, o texto que cito a seguir é uma preciosa contribuição ao entendimento em profundidade dos diversos componentes técnicos, pessoais/motivacionais, ambientais e organizacionais envolvidos no processo de gerenciamento de projetos.

Trata-se das "Cem Regras para Gerenciamento Projetos (da Nasa)",
produzido por Jerry Madden, diretor associado da Diretoria de Projetos de Vôo Espacial da Nasa e que tive a paciência de traduzir.
Como o material é bastante extenso, não comportado neste formato de blog, criei um website dedicado a ele. Aqui está o endereço: http://luis.afonso.googlepages.com/cemregrasparaprojetos

Aproveitem!!

Liderança Positiva - Ultrapassando a fronteira da conformidade

Por Miguel Nisembaum, publicado em www.mapadetalentos.com.br.

“Se não mudamos, não crescemos. Se não crescemos não estamos vivendo realmente.” Gail Sheehy – Escritora e Jornalista Americana

Uma organização pode optar por lidar com mudança ou propor mudança, e essa escolha é um reflexo direto da postura de sua liderança.
O modelo predominante nas organizações ainda é o modelo do déficit, nos quais os problemas são identificados e corrigidos.
A ênfase tem sido em quão negativo ou neutro um determinado fenômeno pode afetar a um conjunto de resultados desejados. Isso no mínimo garante conformidade e como bem sabemos não é o mesmo que excelência.

Organizações com desempenho extraordinário precisam ir além do “normal” ou do “conforme”.
Fundamental para garantir essa performance diferenciada é criar um ambiente onde as pessoas possam superar positivamente as expectativas.
Em pesquisa realizada na Penn State University por Margaret Greenberg and Dana Arakawa com gerentes de equipes de TI, foi ranqueado o grau em que estes se concentravam nos aspectos positivos de sua equipe, o resultado é no mínimo interessante.
Em uma escala de 0 a 20 os gerentes que tiveram classificação elevada também tiveram performances elevadas.
O que surpreende é que a pesquisa revela o quanto estes dois dados estão correlacionados.
Outros estudos empíricos recentes têm conseguido identificar as estratégias adotadas por empresas que atingiram resultados extraordinários, e chegaram a desvios positivos de performance e o que os líderes destas empresas fizeram para chegar lá.
Liderança Positiva se refere à aplicação de princípios que são amplamente estudados pela psicologia positiva.


Algumas manifestações claras da aplicação destes princípios:
1. O foco em desvios positivos de performance, ou performance bem sucedida que ultrapassa a norma numa direção positiva.
2. Uma clara tendência a reforçar os Pontos Fortes ao invés dos Pontos Fracos, otimismo ao invés de pessimismo, comunicação que apóia mais do que critica.
3. O foco nos talentos, no melhor da condição humana e na manifestação plena do potencial das pessoas.

Para desenvolver um processo de liderança positiva 4 aspectos são fundamentais:
Clima, Relacionamentos, Comunicação e Significados Positivos.

Em suma o importante é estabelecer um equilíbrio entre a valorização dos aspectos positivos que elevam a performance dos indivíduos e de sua equipe, e a atenção necessária aos problemas, e a manutenção dos padrões de eficácia já conquistados.

Os líderes positivos buscam oportunidades de investir em cada indivíduo que trabalha com eles. Olham as interações com suas equipes como possibilidades de aumentar o potencial de cada membro, promovendo um clima de trabalho favorável, aumento de satisfação do trabalho, maior compromisso, melhor performance.

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