Programa une sites de relacionamento a plataformas de ensino à distância

Redação do Site Inovação Tecnológica - 11/03/2008
Programa une sites de relacionamento a plataformas de ensino à distância
[Imagem: Cooper Project]



Que tal juntar os sites de relacionamento, que fazem tanto sucesso principalmente entre os mais jovens, com as plataformas de ensino à distância? Parece um enfoque interessante para se aproveitar a freqüência de uns com o papel educativo dos outros.
Gerenciamento de Projetos
Foi justamente o que pensaram os pesquisadores europeus do projeto Cooper. Mas eles foram além, e juntaram à nova plataforma um sistema completo de gerenciamento de projetos, que permite que as equipes virtuais façam sua experiência virtual alcançar o rendimento pleno.
A nova plataforma combina a funcionalidade do gerenciamento de projetos, com suas metas e prazos, a liberdade e a funcionalidade que tornou os sites de relacionamento tão populares e um sistema tradicional de e-learning.
Interesses comuns
O objetivo principal da plataforma Cooper é dar suporte a equipes multinacionais, de instituições, organizações não-governamentais e empresas que operam em vários países. Mas não há restrições a comunidades livres com interesses comuns.
O resultado é um ambiente virtual no qual equipes dispersas geograficamente, mas partilhando dos mesmos interesses de aprendizado, podem trocar idéias, estudar juntos, contatar instrutores e compartilhar documentos.
Técnicas de ensino centradas em projeto
"Cada vez mais técnicas de ensino centradas em projeto estão sendo adotadas por instituições e empresas," afirma Xuan Zhou, coordenador do projeto. "Equipes, ao contrário de estudantes individuais, irão trabalhar em um determinado projeto, onde o suporte de professores freqüentemente será substituído pela interação entre os membros estudantes. Esses membros da equipe poderão vir de diferentes instituições para fornecer diferentes competências e enfoques."
Aprendizado à distância
O novo sistema de aprendizado à distância foi construído para ser flexível e funcional. Ele incorpora os mais recentes avanços da chamada Web 2.0 e permite até mesmo que os participantes se comuniquem por meio de VoIP e por vídeoconferência, tudo dentro do mesmo ambiente.
O projeto Cooper se encerra neste próximo mês de Março e a maioria da nova plataforma será disponibilizada gratuitamente, exceto alguns componentes comerciais, como o VoIP.

Bioimpressão: Impressora 3D imprime tecidos biológicos

Redação do Site Inovação Tecnológica - 21/02/2011



Bioimpressora
Cientistas apresentaram no encontro da Associação Americana para o Avanço da Ciência uma impressora 3D que pode vir a imprimir tecidos biológicos.
O pesquisador Hod Lipson, da universidade americana Cornell, afirma que o que ele e outros estudam é em vez de imprimir em plástico, imprimir com materiais biológicos, formando tecidos tridimensionais.
Atualmente, a equipe trabalha na impressão de orelhas para serem usadas na medicina reconstrutiva.
A impressora não é muito diferente de uma de jato de tinta ou um plotter de impressão.
Memória do corpo
A ideia é que no futuro cada paciente tenha detalhes minuciosos do seu corpo armazenados no computador dos médicos.
Se no futuro, ele vier a necessitar de uma nova cartilagem, um menisco, uma orelha ou até um osso, bastaria recuperar aquelas informações.
Depois células do próprio paciente seriam coletadas e postas em cultura para serem usadas como "tinta" para imprimir novas partes do corpo.
Para Hod Lipson, a tecnologia pode fazer parte do dia-a-dia dentro de 20 anos.

Lentes de contato inteligentes projetarão imagens na retina

Com informações da New Scientist - 17/01/2011
Lentes de contato inteligentes projetarão imagens na retina
A empresa suíça Sensimed está colocando no mercado as primeiras versões de uma lente de contato inteligente voltada para melhorar o tratamento de pessoas com glaucoma. [Imagem: Sensimed]



Da próxima vez que você olhar bem fundo nos olhos de alguém e ver um microcircuito eletrônico, não precisa sair correndo achando que aquela pessoa foi assimilada pelos Borgs.
Lentes de contato capazes de monitorar a saúde dos olhos já estão próximas de estrear no mercado.
O campo da realidade aumentadatambém é florescente. Mas os cientistas agora foram mais longe, inaugurando o campo da "visão aumentada".
Projetar imagens na retina
Uma nova geração de lentes de contato inteligentes, com microcircuitos eletrônicos integrados, serão capazes de projetar imagens diretamente na retina, criando telas que permitirão uma experiência inédita de realidade virtual e realidade aumentada.
Esses projetores instalados diretamente na superfície dos olhos não apenas dispensarão os projetores de cabeça ou instalados em óculos, como permitirão que os usuários assistam seus vídeos de olhos fechados.
Para isso, os pesquisadores estão mesclando os materiais transparentes e biocompatíveis usados nas lentes de contato tradicionais, com circuitos microeletrônicos flexíveis.
Em 2008, a equipe do Dr. Babak Parviz, da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, deu o pontapé inicial nessa linha de pesquisas - veja Tela é construída em uma lente de contato.
Em 2010, a NEC apresentou o seu Tele Scouter, uma espécie de óculos-tradutor, capaz de projetar legendas diretamente na retina.
Lentes de contato inteligentes
Introduzir todo o aparato necessário para criar uma tela, ou um projetor, dentro de uma lente de contato, capaz de mostrar imagens em movimento diretamente na retina não será uma tarefa fácil, e é um desafio ainda a alguns anos de se realizar integralmente.
Mas os primeiros passos começaram a ser dados. A empresa suíça Sensimed está colocando no mercado as primeiras versões de uma lente de contato inteligente voltada para melhorar o tratamento de pessoas com glaucoma.
A doença aumenta a pressão sobre o nervo óptico pelo acúmulo de líquido, e pode causar danos irreversíveis à visão se não for devidamente tratada.
Sensores de platina altamente sensíveis, incorporados nas lentes Triggerfish da Sensimed monitoram a curvatura da córnea, que corresponde diretamente à pressão dentro do olho.
A lente transmite essa informação em intervalos regulares, por meio de uma conexão sem fios, para um gravador portátil usado a tiracolo pelo paciente.
A energia usada para alimentar a lente de contato inteligente é captada de uma antena embutida em uma espécie de curativo, colado na face do usuário, em um sistema similar ao usado nas etiquetas RFID.
Cada uma das lentes de contato descartáveis é projetada para ser usada apenas uma vez, por 24 horas, e o paciente repete o processo uma ou duas vezes por ano.
Isso permite aos médicos verificar picos na pressão ocular, que variam de paciente para paciente, durante o curso de um dia. Esta informação é então usada para programar os horários da medicação.
Lentes de contato inteligentes projetarão imagens na retina
No monitor implantado na lente de contato, os LEDs serão dispostos em um padrão de grade, e não deverão interferir com a visão normal quando a tela estiver desligada. [Imagem: University of Washington]
Monitor nos olhos
O Dr. Parviz, contudo, usou uma abordagem diferente, e aparentemente mais prática.
Seu sensor de glicose usa conjuntos de eletrodos para injetar pequenas correntes elétricas através do fluido lacrimal, detectando quantidades muito pequenas de açúcar dissolvido.
Estes eletrodos, juntamente com um chip de computador que contém uma antena de radiofrequência, são fabricados em um substrato plano feito de polietileno tereftalato (PET), um polímero transparente comumente encontrado em garrafas de plástico.
Depois de pronto, o material é então moldado em forma de lente de contato para se ajustar ao olho.
O uso de uma antena de maior potência permitirá que o usuário utilize apenas o gravador na cintura, dispensando o curativo-antena no rosto.
Tela na lente de contato
Mas a equipe do Dr. Parviz está fazendo progressos também na área das telas embutidas nas lentes de contato.
Eles já conseguiram incorporar LEDs em miniatura, nas cores vermelha e azul, dentro das lentes, criando uma óptica 3D que lembra os óculos usados para ver filmes 3D.
Para mostrar uma imagem completa, contudo, ainda falta desenvolver o micro-LED na cor verde, para gerar imagens em cores reais. E ainda falta combinar os LEDs e os circuitos ópticos na mesma lente de contato.
"Você não vai necessariamente ter de deslocar seu foco para ver a imagem gerada pela lente de contato," explica Parviz. "Ela vai simplesmente aparecer à sua frente."
Segundo o pesquisador, os LEDs serão dispostos em um padrão de grade, e não deverão interferir com a visão normal quando a tela estiver desligada.

O Trabalho Após os 40 Anos

Por João Carlos Cruz
Diariamente recebo centenas de e-mails com profissionais que questionam se ainda podem se considerar "vivos" no mercado de trabalho após os 40 anos de idade. Essa é uma questão que deve ser esclarecida através de algumas dicas:
Maturidade: Acima dos 40 anos, ninguém melhor do que você conhece tão bem as atribuições que desenvolveu ao longo da carreira, portanto, somente você sabe distinguir o que é bom e o que evitar daqui para a frente.
Ansiedade: A preocupação com a idade pode gerar transtornos dentro de si, na maioria das vezes inúteis, porque muitas empresas estão de olho na sua experiência e não na sua idade.
Networking: A sua rede de relacionamentos é a ferramenta mais do que fundamental nessa hora. Pense em quantos contatos teve ao longo de sua carreira, e quantos podem ser feitos ainda. Jamais esqueça que nos dias atuais, praticamente 40% das vagas existentes são preenchidas através de indicações.
Oportunidade: Não encare o fato de ter mais de 40 anos como uma crise, e sim como uma oportunidade, mude sua maneira de pensar, com tanta vivência que acumulou ao longo de sua carreira tem muito a oferecer ainda às empresas.
Mercado de Trabalho: É fato que as grandes corporações costumam contratar pessoas até os 35 anos de idade, isso porque essas empresas gigantes têm objetivos de longo prazo. Já as pequenas e médias empresas preferem, sobretudo para cargos de supervisão e gerência, pessoas acima de 35 anos pelo fato de estarem treinadas e "prontas" para as suas atividades, reduzindo assim seus custos.
Formação Acadêmica: Mesmo após os 40 anos não pare de se especializar, faça cursos da sua área, mesmo aqueles que você já fez algum dia, lembre-se que tudo mudou em face da revolução da Tecnologia da Informação, conceitos de Liderança e Motivação, etc... Mantenha-se sempre atualizado, inclusive no Inglês e Espanhol.
Confiança: Confie na sua plena capacidade de realização, sobretudo na entrevista, mostre que você é uma pessoa focada em objetivos e que durante sua carreira obteve grandes resultados pelas empresas em que passou. Jamais reclame da idade, preconceitos, etc... Você terá muito sucesso ainda pela frente !
Autor: João Carlos Cruz - Headhunter, Economista e Administrador de Empresas, com especialização em Finanças e Planejamento Estratégico pela Universidade de São Paulo, Fundação Getúlio Vargas e Universidade de Boston - Mass - U.S.A.
Site: Novos Planos - Site de Apoio ao Sucesso na Carreira
www.novosplanos.com.br

Rádio de mão-dupla dobra velocidade de redeswireless

Redação do Site Inovação Tecnológica - 21/02/2011

Rádio de mão-dupla dobra velocidade de redes <i>wireless</i>

Os cientistas descobriram uma forma de fazer com que o equipamento que está transmitindo filtre sua própria transmissão, o que o torna capaz de processar o que está sendo recebido naquele mesmo instante. [Imagem: Stanford University]

Câmbio

Você já se perguntou porque pilotos e outros profissionais que usam comunicação por rádio sempre falam "Câmbio" quando terminam de falar?

É por que a comunicação por radiofrequência é uma via de mão única, o que obriga os interlocutores a combinarem uma forma de definir a hora de cada um falar.

Ao dizer "Câmbio" (over, em inglês), passa-se a palavra para o outro.

Isso ocorre porque o tráfego das ondas de rádio pode fluir apenas em uma direção de cada vez em uma frequência específica.

Câmbio binário

E isso não é assim apenas para os pilotos, profissionais de emergência, radioamadores e usuários de walkie-talkies, mas em qualquer comunicação por radiofrequência - incluindo aquelas que mais recentemente está-se convencionando reunir na categoria de wireless.

Ao trocar dados, um equipamento envia uma espécie de "câmbio binário" para que o equipamento receptor saiba que todos os dados já chegaram e que ele pode responder.

As redes de telefonia celular permitem que os usuários falem e ouçam ao mesmo tempo, mas elas usam uma forma de contornar essa deficiência que é caro e exige um planejamento cuidadoso, uma técnica menos viável para as outras redes sem fio, incluindo as Wi-Fi.

Rádio de mão-dupla

Agora, engenheiros da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, desenvolveram os primeiros rádios capazes de enviar e receber sinais simultaneamente.

O impacto da descoberta é imediato: ela equivale a dobrar a velocidade na troca de informações de qualquer tecnologia sem fio.

"Os livros didáticos dizem que você não pode fazer isso," afirma Philip Levis, coordenador da pesquisa. "Este sistema reconstrói completamente todos os nossos pressupostos sobre como as redes sem fio podem ser projetadas."

Os cientistas descobriram uma forma de fazer com que o equipamento que está transmitindo filtre sua própria transmissão, o que o torna capaz de processar o que está sendo recebido naquele mesmo instante.

"Quando um rádio está transmitindo, a sua própria transmissão é milhões, bilhões de vezes mais forte do que qualquer outra coisa que ele possa ouvir [de outro rádio]," explica Levi. "É como tentar ouvir um sussurro, enquanto você mesmo está gritando."

Como cada transmissor sabe exatamente o que está transmitindo, não é necessário nenhum processamento adicional para que ele saiba o que filtrar - o processo é similar ao usado nos fones de ouvido para cancelar os ruídos externos.

O grupo está agora tentando aumentar a potência das transmissões e as distâncias que a técnica alcança. Estas melhorias serão necessárias antes que a tecnologia seja prática para uso em redes Wi-Fi, por exemplo.

Mundo assoberbado

Total de informação armazenada pela humanidade formaria pilha de CDs até depois da Lua

Publicada em 11/02/2011 às 00h02m
O Globo

O mundo vive a era da informação e uma única edição de um dia de semana comum do jornal americano "The New York Times" tem mais conteúdo do que um inglês médio teria acesso em toda sua vida no início do século XVII. Essa afirmação já foi muito repetida, mas até agora ainda não existiam estimativas de quanta informação a Humanidade acumula atualmente.

Os pesquisadores da Universidade da Califórnia Martin Hilbert e Priscila López partiram atrás de uma resposta, e o número a que chegaram é gigantesco: se fosse armazenado de forma otimizada, o volume de informação em todo mundo nos mais diversos suportes analógicos e digitais ocuparia o equivalente a 295 trilhões de megabytes, ou 295 exabytes.

Caso fosse toda gravada em CD-Roms de 730 megabytes cada, essa quantidade de dados formaria um pilha que iria da Terra para além da órbita da Lua, num total de 404 bilhões de discos com 1,2 milímetros de espessura cada, afirmam em artigo publicado na edição desta semana da revista "Science".

Segundo os pesquisadores, a evolução no acúmulo de informação é uma prova de como a revolução digital mudou a vida e a cultura no planeta. Em 1986, cada ser humano tinha o equivalente a 539 megabytes (menos de um CD-Rom) de informação armazenada. O número de discos pulou para cerca de quatro em 1993, 12 no ano 2000 e 61 em 2007.

As formas de armazenamento também mudaram muito no período. Em 1986, as fitas de videocassete eram as que acumulavam mais bytes guardados (54%) e os discos de vinil respondiam por uma parcela significativa da informação armazenada (14%), seguidos por cassetes de áudio (12%) e fotografias impressas (8%). Em 2000, os meios analógicos ainda guardavam cerca de 75% de toda a informação da Humanidade, mas em apenas sete anos, um suspiro em termos históricos, o cenário mudou completamente, com 94% da informação já em formatos digitais.

A capacidade da Humanidade de comunicar toda essa informação também deu um salto nas últimas décadas atingindo 2 quadrilhões de megabytes, destaca o estudo. Segundo os pesquisadores, as redes de telecomunicações bidirecionais (como internet e telefone) viram sua capacidade crescer a uma taxa média de 28% ao ano entre 1986 e 2007.

Mas, assim como a mudança entre armazenamento analógico e digital, o grande pulo aconteceu já neste século, com o crescimento do acesso à internet de banda larga e das redes de celulares levando a um aumento de 29 vezes neste fluxo, de 2,2 exabytes em 2000 para 65 exabytes em 2007.

Nada disso seria possível, no entanto, se os computadores não tivessem evoluído rapidamente neste período, complementam os pesquisadores. De acordo com eles, todos os computadores pessoais do mundo podem processar juntos aproximadamente 6,4 trilhões de Mips (sigla em inglês para milhões de instruções por segundo). Mas os consoles de videogames e celulares estão contribuindo cada vez mais para aumentar essa capacidade, que segundo os pesquisadores dobra a cada 18 meses.

Embora esses números pareçam enormes, Hilbert e López também procuraram contextualizá-los frente a outros da natureza. Segundo eles, a quantidade de cálculos que todos os computadores do mundo podem fazer está no mesmo nível da de impulsos nervosos executados pelo cérebro humano em um segundo, enquanto toda a informação acumulada ainda é menor do que a codificada no DNA de um ser humano adulto, da ordem de 10 quintilhões de bytes, ou 10 zettabytes.

http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2011/02/10/total-de-informacao-armazenada-pela-humanidade-formaria-pilha-de-cds-ate-depois-da-lua-923775683.asp

Bullying: qual o perfil do agressor no ambiente corporativo?

Na vida adulta, especialmente no ambiente de trabalho, prática pode se apresentar de várias formas, inclusive sutilmente

Por Gladys Ferraz Magalhães, Infomoney

Saiba mais

O bullying não é brincadeira

Bullying e cyberbullying: o que fazer com isso?

Bullying não ocorre apenas em escolas, mas no trabalho também. Saiba identificá-lo

Nos últimos anos, sobretudo no ambiente escolar, tem aumentado a incidência de bullying, o que tem feito com que a prática esteja sempre em pauta entre autoridades e, vez ou outra, na boca da população.

Entretanto, na maior parte das vezes, a vítima é o foco das conversas, estudos e discussões, o que faz surgir a pergunta: e o agressor, qual o perfil dele?

De acordo com as especialistas ouvidas pelo portal InfoMoney, a psicóloga Clarice Barbosa e a presidente da Isma-BR (International Stress Management Association) no Brasil, Ana Maria Rossi, ao contrário do que acontece na infância e na adolescência, quando a prática do bullying é explícita, na vida adulta, especialmente no ambiente de trabalho, ela pode se apresentar de várias formas, inclusive sutilmente.

“Pode ser uma coisa muito sutil. Um olhar, um tom de voz... As pessoas que estão em volta não costumam perceber, às vezes, até pensam que é brincadeira”, diz Ana Maria.

Perfil

No geral, explicam, o praticante de bullying tem personalidade hostil e agressiva. Provavelmente, já foi vítima da prática e, quando criança, recebeu uma educação muito permissiva ou cresceu em ambiente hostil.

Este indivíduo, destaca Clarice, procura justificar suas ações e seu comportamento por meio de alguma atitude negativa da vítima, o que, na avaliação dele, o autoriza a tratar aquela pessoa sistematicamente de forma agressiva, humilhando, ridicularizando, excluindo ou inferiorizando. Entretanto, alerta a psicóloga, o que o agressor sente é prazer com a situação.

“Ele não está preocupado com o prejuízo que pode causar a outra pessoa. Ele sente prazer em exercer o poder e só vai parar quando tiver alguma perda, quando a vítima der um basta na situação”, diz Clarice.

Além disso, o praticante de bullying tem este comportamento repetidas vezes durante a vida, não só no trabalho, mas em outros ambientes e em outras fases da sua vida, como na faculdade, por exemplo.

Líder

Ao contrário do que muitas pessoas possam imaginar, a prática de bullying não afeta negativamente só a vítima da agressão. O praticante, ao dedicar de forma obsessiva seu tempo pensando em maneiras de oprimir a vítima, acaba tendo seu rendimento no trabalho reduzido.

Para as especialistas, o líder e o departamento de RH (Recursos Humanos) das empresas devem sempre estar atentos à situação e, caso identifiquem um comportamento suspeito, até indicar ajuda aos profissionais envolvidos, tanto praticantes como vítimas.

“Para identificar o bullying, é importante que as empresas não desqualifiquem as reclamações dos funcionários, fiquem atentas se alguém está sendo excluído do grupo ou se algum funcionário trata sempre um outro de forma negativamente diferenciada e agressiva (...) A conversa com o praticante deve ser sutil, procurando saber quais as razões de tais atitudes e oferecendo ajuda”, finaliza Ana Maria.

Nova estrutura para atualização de PDUs começa em 1° de março de 2011

A partir do resultado de uma pesquisa realizada pelo PMI, identificou-se que as pessoas não entenderam completamente as categorias PDU e como adequadamente relatá-las. O PMI melhorou a estrutura, que agora está mais amigável.

Passos que você precisa tomar antes de 1° de março de 2011

  • Cadastre seus PDUs ganhos no sistema CCR nas categorias PDU atual.

  • Após 1° de Março de 2011, os portadores de credenciais deverão informar qualquer PDUs ganhos que não tenham sido reivindicados usando as novas categorias.

  • Você não perderá nenhuma PDUs durante esta transição.

Síntese das alterações na estrutura das categorias de PDU:

  • A estrutura de categorias foi simplificada, reduzindo o número de categorias de 18 para 6 categorias.

  • Todas as categorias usam a regra: uma hora de atividade de aprendizagem é equivalente a um PDU.

  • As categorias foram expandidas para contemplar as oportunidades da Web 2.0 learning.

  • Haverá limites para certas categorias, que exigirão que todos os portadores de credenciais realizem ações de educação continuada em gerenciamento de projetos como parte da manutenção de sua credencial.

Também é importante notar o que não está mudando no programa:

  • O ciclo de renovação de três anos e o número de PDUs necessária para manter a credencial permanecerá o mesmo.

  • A estrutura da taxa de re-certificação continuará a mesma.

Estudo de Benchmarking 2010

O Estudo de Benchmarking em GP Brasil 2010 está oficialmente lançado e liberado para acesso no website www.pmsurvey.org. Com a nova ferramenta é possível fazer segmentações por estados e regiões.

Neste website você encontrará os resultados do Estudo de Benchmarking em Gerenciamento de Projetos, uma iniciativa conjunta de diversos chapters do PMI - Project Management Institute, realizada anualmente, desde 2003.

Acessando a base de dados, você terá acesso a uma ferramenta exclusiva onde poderá fazer o download dos relatórios ou ainda a criação de filtros, que possibilitarão uma infinidade de segmentações interessantes, as quais poderão fornecer informações preciosas para sua análise.

Esperamos que você aprecie os resultados deste trabalho voluntário que envolve dezenas de profissionais que tem como seu principal objetivo, contribuir para o desenvolvimento da comunidade mundial de gerenciamento de projetos.

O PMI é uma associação não governamental, sem fins lucrativos, que lidera o desenvolvimento da disciplina "Gerenciamento de Projetos“ no mundo, possuindo atualmente mais de 350 mil membros filiados em quase 200 países.

Fundado nos Estados Unidos, em 1969, o PMI é representado no Brasil por 13 seções regionais, também chamadas de chapters. Existem hoje chapters constituídos no Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

O Estudo de Benchmarking em Gerenciamento de Projetos é resultado do trabalho integrado de todas as seções brasileiras do PMI, as quais são portanto, realizadoras desta iniciativa.

Resiliência combina sete competências humanas

Na física é a propriedade da matéria voltar ao estado original após algum tipo de deformação. Serve para quem consegue manter ou recuperar a essência emocional, após um trauma ou situação limite.

Por Eduardo Zugaib

Com toques de reality-show, o mundo assistiu ao resgate dos 33 mineiros chilenos, presos após o desabamento de parte das galerias onde trabalhavam. Durante o confinamento, ficou clara a diferença de se ter em uma equipe pessoas que, além da técnica, também se destacam no campo das atitudes.

À somatória de competências de quem consegue manter ou recuperar sua essência emocional, após um trauma ou situação limite, dá-se o nome de resiliência.

Original da física, este termo define a propriedade da matéria voltar ao seu estado original após algum tipo de deformação. Ainda é cedo para avaliar os traumas decorrentes do confinamento dos mineiros, mas temos razões de sobra para afirmar que, pela dimensão do ocorrido, a resiliência foi um dos grandes fatores de sucesso dessa grande história.

O pesquisador George Souza Barbosa, na sua tese de doutorado em Psicologia Clínica, define resiliência como a combinação de sete competências humanas:

A administração das emoções, que é a habilidade de manter a serenidade diante de situações de estresse como uma espécie de termostato, que orienta o comportamento conforme as pistas dadas pelo estado emocional dos outros. Se está muito quente, ele ajuda a esfriar e vice-versa.

Controle de impulsos, que é a capacidade de regular a intensidade dos estímulos nervosos e musculares que, somatizados, tendem a se transformar em desconforto e dor.

Otimismo, que fortalece a crença de que as coisas podem, precisam e devem mudar para melhor, o que nos devolve, ao menos em parte, o poder de decisão tido como perdido.

Análise do ambiente, que ajuda na identificação precisa das causas do problema e da adversidade presente. Um fator racional, que nos motiva na busca de lugares mais seguros e de menos risco.

Empatia traduz a capacidade de compreensão das emoções e sentimentos dos outros. Além de um exercício de compaixão, ajuda na tomada de decisões e na escolha de melhores argumentos.

Auto eficácia refere-se à necessidade de sermos eficazes na solução dos próprios problemas, por meio dos recursos de que dispomos, em nós e no ambiente.

Alcançar pessoas refere-se à capacidade de formar fortes redes de apoio, vinculando-se a outros, sem medo do fracasso.

A emocionante história dos mineiros chilenos testemunhada pelo resto do mundo tende a deixar muitas lições no campo do autoconhecimento e da liderança. Quem viver, verá, nas telas do cinema. Ou lerá nos best-sellers que vêm por aí.

Sobre o autor

Eduardo ZugaibEduardo Zugaib (falecom at eduardozugaib.com.br) é profissional de comunicação, escritor e palestrante em criatividade aplicada ao crescimento pessoal. Mantém o site Eduardozugaib.